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| Prefácio |
À medida que as exigências dos usuários evoluem, altera-se o conceito de eficiência de um sistema de ar comprimido. Em poucos anos, as preocupações com produtividade e qualidade expandiram- se para a racionalização do consumo de energia e atingiram o estágio em que se encontram muitas empresas, focados na busca incansável pelo menor custo de propriedade , que propõe equacionar as variáveis relativas à posse e controle de um sistema de ar comprimido, quais sejam: aquisição, instalação, operação e manutenção. Num período de trabalho de aproximadamente dez anos, o custo de propriedade de um sistema de ar comprimido terá respeitado as seguintes proporções aproximadas: Nesse período, esse sistema poderá ter operado continuamente por até 80 mil horas. A título de comparação, um automóvel, nesses mesmos dez anos, não terá rodado mais do que 10 mil horas, em média.
No entanto, nossa proposta é avançar um passo adiante e considerar, além do custo de propriedade, outros dois aspectos freqüentemente relegados nos projetos de um sis tema de ar comprimido: a integridade física de pessoas e ativos e o respeito ao meio ambiente. Quando destacamos a questão da segurança, estamos reforçando o princípio de que o usuário deverá estar atento para que todas as exigências legais, bem como aquelas ditadas pelo bom senso, sejam cumpridas. Normas de projeto, fabricação e testes de equipamentos e instalações devem ser respeitadas. Nos casos onde a legislação for omissa, as melhores práticas deverão ser aplicadas. Afinal, não são poucos os acidentes relacionados com o ar pressurizado, incluindo muitos casos fatais. Com relação ao meio ambiente, um sistema de ar comprimido eficiente e consciente é aquele que gera o menor nível possível de contaminação capaz de afetar a natureza. A combinação equilibrada de todos esses parâmetros é um dos objetivos desse Manual, fornecendo subsídios atualizados para a tomada das decisões corretas por parte dos usuários.
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